segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Virtualidade, virando imagem



Estranho muito estranho. Tenho cada vez mais a sensação de que estou virando virtual...
Será que vou sumir?
Vejam só...se você sai do foco...você some.
Aquela mera importância vira pó desprezível ou ignoravel... Estranho muito estranho...entender que em olhares existem memórias...
Estranho muito estranho.
Ahhh ta talvez viver na virtualidade seja bom também...
Estranho muito estranho!
Talvez eu esteja cansado de ser gente e queira viver só de imagens.
Estranho muito estranho!

By
Marcelo oliveira

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Adeus Ano Velho...2015 de Paz, Harmonia e Amor




Direitos imagens PAPI.jpg. internete 2014.

Retrospectiva 2014,  ano de decisões importantes, desinteressantes, transformadoras e até desnecessárias.

          Cabe a cada um analisar suas ações, das lembranças com saudades positivas ou negativas, analisar.
2014 foi um ano de poucas conquistas, mas de uma intensidade profunda na correria do tempo. Iniciamos o ano (já) pensando na tal Copa do mundo do Brasil lá em  julho, momento de desestrutura nos calendários escolares por razão do tão esperado evento.
Em fevereiro iniciávamos um corrida frenética em busca de temas, leituras adaptações, improvisações, jogos e brincadeiras para decidir o mais rápido possível quais os textos de teatro a serem montados com alunos na escola. Depois de muito trabalho coletivo, focamos no Sítio do Pica-pau-amarelo, confesso que foi um delicia voltar a infância, reler a obra de Monteiro Lobato e muito tranquilo trabalhar com um grupo de 55 crianças em três montagem cênicas. No trabalho com os alunos carentes, o  envolvimento foi político e social focado na vivência e valores experimentados em suas comunidades-favelas. Optamos trabalhar a Historia de Formiguinho ou Deus ajuda os Bãos, outra viagem ao passado, uma vez que este texto me fez entender o real valor do teatro em grupo e conhecer a fundo o teatro de rua com a campanha Arthur-Arnaldo nos idos anos 90. Saudades.
Também no teatro aconteceu,  outra grande conquista. O Boca  de cena, grupo tão querido da minha Congonhas do Campo, conseguiu pela primeira vez aprovar um projeto na lei federal e captar um valor significante a partir de um investimento para melhorar e aprofundar as relações, convivências e existência de 17 anos na cidade, almejando sair do amadorismo em busca de profissionalizar-se nas artes cênicas. Montamos  o espetáculo as Desgraças de Uma Criança, de Martins Pena, coube a mim trabalhar o coletivo através de uma vasta "Assistência" ao grupo, preparando o coletivo, o corpo e a voz dos atores, bem diversos em tudo...Alguns  abertos ás transformações e propostas, outros extremamente fechados na realização das ações. Com muito trabalho conseguimos apresentar em três dias no Cinema da cidade o espetáculo com uma equipe numerosa e muito dedicada á transformação humana e profissional através da arte.
          Na música poucos avanços no corrido 2014. Apresentei  mais um Pocket show, desta vez investindo na construção de uma personagem de teatro com musicas pop (s) usando Play back, uma experiência não muito boa, uma vez que o equipamento e sonorização eram de qualidade caseira e a expectativa do acontecimento era maior do que a qualidade apresentada, motivo de desanimo total nas parcerias com músicos e profissionais da área de música.
Chegando mais uma vez na conclusão óbvia. O tempo de dedicação, de ensaios, de conhecimento tecnológico e o dinheiro são necessário para a realização de um simples pocket show, não dá para bancar tudo no peito na raça e valentia, um olhar de fora é importante para quem busca na música entender o diferente lugar proposto para criação desta personagem para o teatro. Foi importante entender que uma música existe para ser transformada e adaptada para minha voz e não ser reproduzida com uma voz existente.
       Teatro, atuação, ator, o palco... Apesar do bom início do ano com a temporada de sucesso de Samba Amor e Malandragem no teatro da cidade, fecho o ano mais uma vez entristecido  por não conseguir colocar em prática o  projeto do monólogo, solo...texto ainda em processo e falta de recursos...
         No campo do conhecimento, tenho orgulho de dizer que esforços foram necessários mesmo passado o tempo de estar em uma faculdade. O novo, a busca pela diversidade, no teatro e nas artes plásticas, entender o mundo através do conhecimento, fortalecer minhas ações práticas de anos apreendidas na vivência do dia a  dia de uma tecnização, estão caminhando firmes, sólidos e conscientes preparando novos projetos para o futuro...
Uma correria danada, trabalhos e mais trabalhos, normas, normativas, aprendizado, avaliações constantes,  tudo muito importante.
Ser aluno novamente, encarar uma sala de aula não foi fácil, mas os resultados foram satisfatórios. Ebá! alegrias por uma conquista que está somente começando...
No pessoal mais alegrias, uma carteira de motorista enfim chegou... (Ufa) depois de 02 anos correndo atrás...ebá ela chegou!  tudo para melhorar a vida das pessoas que vivem ao meu redor. Valeu a pena.
          Na espiritualidade seguimos em comunidade em busca de conhecimento do Jesus, homem histórico, desmistificado, popular, humano que viveu entre os excluídos, pobres, á margem de uma sociedade que continua até hoje atolada em preconceitos e descriminações.
         Apesar de uma copa do mundo fracassada, triste, um país mascarado,  endividado,  uma briga política desnecessária nas telas da Tvs, entristecendo os olhos e corações dos cidadãos brasileiros, vou seguindo, caminhando para o fim do ano de 2014, analisando, fazendo um breve resumo de como tudo passou durante o ano. Agora é momento de férias, descanso merecido pelos esforços, fracassos,  conquistas, dedicações e empenho. Em fim férias!
Momento de parar e respirar, não pensar no tempo, descansar e viver intensamente com  amor, tudo o que Deus nos proporciona... Descanso.

Obrigado 2014. Que venha 2015 cheio de tudo maravilindo! (palavra de uma bela amiga...Gabis).

Obrigado a todos que de peto ou de longe caminham comigo em busca de transformações.

Evoé e Besos

 Marcelo Oliveira