terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nietzsche uma Dinamite da Filosofia




Conheço a minha sina. Um dia, meu nome será associado à lembrança de algo tremendo, de uma crise como jamais houve na face da Terra, do mais profundo choque de consciências, de uma decisão  evocada contra tudo o que até então foi aceito, reivindicado e consagrado. Não sou um homem, sou dinamite. E com tudo isso não sou em absoluto fundador de qualquer religião. [...] Não quero ser santo, preferiria ser bufão. [...] Talvez eu seja um bufão. [...] E apesar disso, ou melhor, não apesar disso – pois até agora não há nada mais traiçoeiro que o santo – a verdade fala através de mim. Mas minha verdade é temível: pois até hoje se chama a mentira de verdade. 

texto CRE- faculdades Claretiano - Batatais 2013 

"Cada dia acredito mais nos meus cachorros, amigos verdadeiros, companheiros por excelência na arte da verdade de amar."
Marcelo Oliveira

domingo, 22 de junho de 2014

Contemplar é preciso









 Crédito de imagens para Lakshmi.apdma.com
320 × 180

               Concentrar no espírito sobre assuntos intelectuais, religiosos e meditar é viver em contemplação. Parar para escutar o interior, aquela voz que vem do coração, se colocar atento no silêncio do corpo e da alma é contemplar.
               A humanidade esta sofrendo com a falta de tempo, todos correndo em busca de acumular coisas. O poder do ter, do aparecer e do conquistar vem se tornado regras para o existir.
O consumismo exagerado entra em nossas vidas como um guerreiro absoluto, impondo maneiras de viver. O ser humano, cada vez mais doente, acumula patologias, apodera-se do conhecimento, gaba-se da ganância das descobertas e vai de vento em polpa acrescentando poder ao individualismo.
Não  existe mais tempo... Aquele gostoso tempo de visitar um amigo, de falar ao telefone com a pessoa amada, de sentar em um banco de praça e ver a vida passar devagarinho com o calor do sol de uma manhã de inverno...não existe mais.
              E assim vamos  seguindo sem conexão, desplugados daquele que nos fez em essência e amor perdendo a oportunidade de contemplar por falta de tempo, a vida e o belo.

"Pare agora, faça algo por você."

Observe as pequenas coisas, nelas existem também o poder da vida.
Faça como os pássaros, contemple, respire em liberdade.

Evoé
Marcelo Oliveira


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Encontro de amigos

       


               Vender conceitos na sociedade brasileira é abrir possibilidades para ser feliz. Existir de alguma maneira afeta os olhos de quem se coloca em cima do muro para simplesmente jogar pedras aos que buscam felicidade onde quer que ela esteja.
             E assim, no final do anos 90 éramos Clubers,  discos, eletrônicos, psicodélicos, gays, lésbicas, homens, mulheres, jovens correndo  para  realizar seus sonhos. Uma busca incessante do entendimento de uma sociedade careta e carente. Careta pelo preconceito, carente de cultura.
 Do jeito que dava, do jeito que podíamos e entendíamos  nossas reuniões, raves, trachs, festas, acontecimento de malucos, existentes aqui e ali com belas músicas, deliciosas comidas  e bebidas para aquecer o nosso corpo e a nossa alma ... aconteciam. O mais importante, cercados de amigos que ficarão para sempre em um lugar chamado coração... com lembranças e cheio de saudades.
             Se na vida precisamos vender e comprar para sobreviver.  Sejamos assim, sem preconceito com amor.

Para:Grunge, Bozó, Felipe, Totonho (Baby), Cacá, Leticia, Ariane, Flavinha, Rosana, Bruna, Gesmar, Luciana, Gisele, Xuxa, Adilson (capeta amado), Rogério, Caio e Xande. E tantos outros que novamente ficaram para trás, mas estão eternamente em meu coração.

Texto by Marcelo Oliveira

terça-feira, 27 de maio de 2014

 
 
 
Teatro flutuante da Áustria - Creditar imagens: parceirosd​averdade.b​logspot.co​m.br
 
Chega, Basta! Não Dá Mais.
Vendo TV aberta, de arte, na minha casa, acompanhando uma matéria, de um certo jornalista bem informado, fui despertado com uma  constatação no qual venho pensando sobre o fazer teatral dos últimos tempos.
Confesso, não dá mais, chega.
Revolvendo com meus botões, pergunto: estamos fazendo arte ou trocando as cadeiras dos analistas para desabafar em publico?
Teatro documental, modinha ou forma de ganhar dinheiro com arte?
Bom, cheio de perguntas, observando cada vez mais esse mercado de variedades, lotado de imagens, luzes e palavras desconexas, desliguei a TV e peguei o jornal local.
Deparo com o que? Está certo, não é o melhor jornal, mas ainda assim é um jornal, com críticos, jornalistas preparados para escrever palavras também desconectadas sobre o ofício da arte de fazer teatro... Cuidado senhores jornalistas estamos com os olhos bem abertos para enxergar o que vocês estão escrevendo...
Surpresa a minha foi deparar com  três espetáculos locais, de pessoas renomeadas,  importantes para o teatro, falando exatamente sobre processo de criação autoral e documental.
Que isso mineiros! Respeitados  pela experimentação coletiva, pelas construções em processos colaborativos, experimentar o ofício em grupo, e tantas outras denominações, agora  optaram entrar na era do consumismo da arte por necessidade pessoal? Vivemos e sobrevivemos das leis de incentivo, sabemos que isso é o Karma do século XXI. mas cadê as histórias que  de fato transformam uma sociedade?
Será perseguição? Ou modismo?
Pergunto a mim mesmo três vezes, novamente... Será modismo?
Que saco, não consigo pensar em outra coisa...
Será que vou ter que colocar a minha vida no palco para fazer parte desse mundinho artístico...? Cheio de declarações pessoais, vangloriações para exaltar o ego, escancarando o que poderia ser privado? Calma.
Vamos lá, não pensem que acabou.
Continuando a saga, em busca de integração com o universo do teatro, vou mais além.
Ah não... De novo não... Passando por sites de notícias  dos ditos festivais internacionais de teatro do nosso Brasil Varonil descubro que 40% dos espetáculos produzidos para as grades destes festivais e suas curadorias, são de cunho autoral.
Onde encontrar criadores de histórias? Sim, criadores e não performes de ações dramáticas sem começo, meio e fim.
Não consigo raciocinar com os atuais joguetes de palavras e sombras de dúvidas.
Isso aqui é meu ( blog), portanto me coloco na primeira pessoa com direito de desabafar através de palavras e sentimentos carregados de pavor, pois faço parte deste meio da arte.
Ando cansado da minha educação artística. Levantar no final de uma apresentação está cada vez mais difícil. Estou esgotado de cumprir protocolos, risinhos, carões e poses de um papel sem  the end, sem prazer.
Preciso  acreditar na emoção da arte. No valor da construção e no poder da transformação, caso contrário terei que mergulhar nos rituais de Dionísio, na construção das tragédias e comédias gregas para descobrir se isso tudo realmente valeu a pena.
A final teatro é ofício e não babação de palavras.

Ser ou não ser...Eis a questão.

Ah! Que saudade, da escola, dos amigos, das cervejas, das rodas de teatro na rua, dos grupos de trabalho, dos grupos de pessoas que pensavam em outras pessoas quando escolhiam e criavam seus textos, do respeito ao publico, do valor integro do fazer teatral... Quantas saudades...
Ainda bem que me restam lembranças.
E elas ficam,
E me fazem sonhar.

Marcelo Oliveira
Ator, diretor, educador
Sobrevivente do pensar e fazer teatro.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Perguntas e mais perguntas... respostas talvez.




Algumas experiência vividas na arte,  no rito e no ser cristão, nos fazem parar.
Quem somos? Onde estamos ?  O que buscamos? 
Deuses absolutos ou arrogantes semi-deuses de plantão? 
O Deus barbudo, de tridente em punho pregando regras da razão sem muitos sentimentos de amor, fraternidade e igualdade tem incomodado ou proporcionado seguir o caminho como ovelhas em uma fila constante de repetições e de mesmices?
Sim meus amigos, a arrogância destrói o ser humano e  com ela  carregamos  o  fardo da soberba. 
Sentimos  falta de pessoas que possam andar descalços, experimentando as sandálias da humildade,  isso é um fato ou apenas pregação?
Se na arte precisamos nos desnudar a todo momento para buscar um sentimento verdadeiro o mais próximo de Deus, porque então nos tornamos semi-deuses ou até mesmo deuses cheios de palavras desconectadas, vazios de sentimentos?
Para que serve tudo isso?
...não tenho respostas,  mas entendo que precisamos parar, pensar e até mesmo contemplar o que de fato a viva e as muitas experiências a cerca dela vem nos transformando. 

"Nenhum trabalhador serve a dois senhores."

Marcelo oliveira 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

BALANÇO GERAL


Balanço Geral
 
Bom, bom, bom não vou dizer é tão bom para não parecer a Xuxa.

2013 foi um ano de glórias e realizações.
Já que o mundo não vive sem um exposição e eu fazendo parte integral deste mundão de Deus, registro aqui e acolá feitos que me deixaram bem felizes...quem sabe meus sucessores; filhos, sobrinhos, afilhados amigos e parceiros um dia possam ler estes registros.
E joguem a primeira pedra quem nunca fez uma exposiçãozinha!!!

Todo ano gosto de agradecer os feitos e realizações.
Parei agora e percebi o quanto foi bom o ano de 2013:
-Pockshow amar é 02, com canções do Sidney Magal abriram o ano, contando com a participação especial do Felipe Costa um geniosinho no violão, aluno querido.
-Coordenação pedagógica, fechando o ano com a comunicação na Casa do Beco. Puderam me ensinar o quanto é importante trabalhar com amor  e respeito aos que mais necessitam.  Cidadania com arte, acredito e faço parte! Respeito ao empreendedorismo de Nil César, chefe e amigo de tantas horas e conversas em comunidade.
-Pesquisa e parceria para Solo, monólogo, cena curta  para teatro (sei lá o que vai ser),  apesar da ansiedade e demora, um projeto  prazeroso em processo com minha querida Marília Nogueira, dramaturga e cineasta, batalhadora e artista em busca de transformações...vai sair em 2014, 2015...
-Voltar aos palcos no  teatro depois de 02 anos, atuando em Samba Amor e Malandragem, esta sendo lindo! Honras, méritos e respeito ao  diretor  Kalluh Araujo, mestre e artista em todos os momentos.
-E na educação! Gente, um ano de paciência, discernimento e aprendizagem com os alunos; crianças e jovens, adaptando crônicas e remontando O Despertar da primavera, minha peça predileta no teatro. Agradecimentos especiais a duas pessoas que amam a arte do teatro na educação: Ana Loureiro minha chefe tão querida e Irmã Maria do Carmo de Albuquerque, sempre mestra e mentora na vida.
-Tem mais teatro, sim senhor! Minha estreia oficial na Direção profissional com Bastidores de uma nada mole vida com os queridos Marx Barroso e Março Túlio Freitas amigos na vida e na arte do riso.
Não posso deixar de registrar os 04 meses de viagens nos fins de semana para Congonhas do Campo, embrenhados na pesquisa do mestre Aleijadinho pude conhecer o Boca de Cena, grupo de teatro com 17 anos de idade em busca de profissionalização, liderados pela maravilhosa Regina Bahia. Evoé Boca!

Ufa! Foi muita gente e muito trabalho.
Se ganhei dinheiro não importa. Rico, não fiquei. Mas feliz com meu trabalho, estou.
O importante foi ter todas estas pessoas e muitas outras contribuindo com a arte seja no palco ou na educação, com o pensamento e a experimentação e assim construindo um  mundo melhor com o teatro e a música.
Obrigado à Deus, Jesus Cristo, Santa Paula Frassinetti, minha mãe Clarice São Julião, aplaudindo tudo na primeira fila e Sandro Aurélio Silva Brasileiro mais do que estar do meu lado,  figura e  parte integral de todos os meus projetos.

Evoé. Que venha 2014 com tod@s pessoas que contribuem,
 “ Fazer arte com solidariedade para a transformação humana.”

Estejam comigo, pessoas que querem fazer a diferença no amor, na paz, na alegria, na felicidade e na esperança de dias melhores.

Gracias e Besos in vossos corazon.
Marcelo oliveira