segunda-feira, 28 de maio de 2012



FITA CREPE

O que seria do mundo, das artes, da vida se não existisse a FITA CREPE ?

Junta, fios, cabos, perucas, fantasias e brinquedos.
Liga, energia, apaga as manchas.
Cola, papel, madeira, vidro... Meio no improviso.
Arruma, concerta o que esta estragado.
Uni, o que esta solto, despregado, desorganizado.
Prega, quente, frio e porque não o morno? Prega sim.
Adere bem, fica uniforme, fica legal, faz curativo, para o sangue... Tudo arrumadinho.
Adesiva, mudanças, fecha, lacra, viaja.
Costura, figurino, cenário, som e  até iluminação.
Guarda, Comidas, caixas, jóias, papeis e até segredos.

Outro dia vendo a montagem de luz para um certo espetáculo, fiquei abismado com a quantidade  de fita crepe usada para acertar os detalhes das maravilhas do teatro. Primeiro colou os fios nas varas, depois costurou  as velhas cortinas e cobriu os imperfeições do cenário. Deixando tudo na maior delicadeza que nossos olhos não podem ver.
Em fim, tocado o terceiro sinal, nós da plateia nem notamos o feito da maravilhosa invenção chamada Fita Crepe.
E os aplausos, nervosos, alegres, eletrizantes no final do grande espetáculo. Tudo lindo, perfeito.

Fiquei imaginando aqueles pedaços de Fita Crepe, colados no espaço, levantando a voz como uma personagem da ação dramática em num momento revolucionário...

Fita Crepe - EU FAÇO PARTE DESSE SHOW!
Todos - Oh! (assustados)

Sairíamos correndo? Gritando  aos quatro cantos?

Todos - Naquela  peça só tem loucos!
 Artistas?

Ou daríamos o prêmio de o melhor da noite para a Fita Crepe?

Loucura ou não este objeto passou a ser de utilidade pública, necessária para nossas vidas, guardadas em nossa malas...

Seja ela  para colar o meu juízo ou as nossas desarrumações.

Salve a FITA CREPE que tanto nos ajuda, nos momentos mais dificies e delicados da vida.

Ela: Junta, liga, cola, arruma, uni, prega, adere, adesiva, costura, guarda e tantos outros feitos... Só ela pode fazer.

Pode ate colar a boca e as palavras de quem não tem nada a dizer...

Evoé.





segunda-feira, 14 de maio de 2012


E assim começam os estudos da arte de interpretar.
Como em formulas matemáticas, somamos, dividimos, subtraímos, igualamos, multiplicamos nossos dias em busca de resolver problemas cheios de frações,  abarrotadas de números fracionados em suas raízes quadradas sem ordem sem fim.
Cada um com  suas respostas.  Respostas das somatórias constantes de nossas experiências.

Marcelo Oliveira
Evoé